quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

LEITURA DO DIA




LER AS LEITURAS NO SITE:

23/10- SÃO POLICARPO (discípulo de S. João), +155, mártir)

Tiago 1,19-27- Para que a Palavra de Deus se transforme em obras de modo efetivo, são necessárias três coisas: Escutar muito, Falar pouco e Fugir da ira (v. 19).v 27= “A religião pura e sem mácula diante de Deus, nosso Pai, consiste nisto: em assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações (=os necessitados) e em guardar-se livre da corrupção do mundo (=do pecado). Sabemos escutar muito, falar pouco e fugir da ira ?
Marcos 9,41: CARIDADE PARA COM OS DISCÍPULOS

O versículo dá a entender que essa pessoa que deu o copo de água ainda não é discípula de Jesus. Esse gesto significa abertura à Palavra de Deus. Esse gesto de amor será recompensado. Com a fé verdadeira, por exemplo, com a presença constante de Deus, e não com um carro de luxo na garagem.

Marcos 9,42-50:- O ESCÂNDALO

Os “pequenos” aqui mencionados, não se referem às crianças, mas aos fracos na fé. Devemos ter cuidado com o que falamos ou fazemos, para não escandalizar

Muitas vezes, pessoas inocentes são acusadas e presas por coisas que não foram provadas, baseadas em mentiras ou em sensacionalismo da imprensa. Essas pessoas ficam irremediavelmente marcadas para sempre. Isso aconteceu com vários santos. Um deles, São José de Calazans, morreu com 92 anos, foi caluniado, sofreu humilhações terríveis, sua obra foi descredenciada pela própria Igreja, que só reconheceu que eram calúnias 8 anos após sua morte. Ele foi o primeiro que introduziu escolas gratuitas para crianças e adolescentes. Foi processado. Conta-se que durante a espera do julgamento, ele estava tão desinteressado pelo que lhe ia acontecer, que dormiu no tribunal!

Um amigo meu, certa vez, na praia, comeu um bom-bom deixado por uma pessoa no mar, a Iemanjá, e um colega seu se escandalizou. É como S. Paulo fala em relação à carne oferecida aos deuses pagãos e depois vendida no açougue: não foram oferecidas a ninguém, pois esses deuses não existem, mas comê-la pode causar escândalo em quem é fraco na fé. É como o caso do bom-bom. O que comeu não fez pecado algum, mas escandalizou o outro que não quis comer, e isso pode até se tornar um pecado.

A “geena”, diz F.A. (Pág. 419) “É um vale (que diziam ser ) maldito que se abre para o lado sul de Jerusalém. Nele havia túmulos onde eram enterrados os mortos; um fogo perene queimava o lixo da cidade e uma fumaça mal cheirosa mantinha as pessoas afastadas. Era um lugar imundo, símbolo da ruína e da destruição para a qual caminha quem se entrega ao pecado”.

O “verme que não morre” significa que o que pratica o mal vai sempre ser corroído por ele. Enquanto não abandonar de vez o pecado, não será feliz.


LER AS LEITURAS NO SITE:
22 de fevereiro

Cátedra de São Pedro, Apóstolo . Festa



1ª Leitura - 1Pd 5,1-4
Salmo - Sl 22 (23),1-3a. 3b-4. 5. 6 (R. 1)
R. O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
Evangelho - Mt 16,13-19
reflexão nossa
Mateus 16,13-20- A PROFISSÃO DE FÉ E O PRIMADO DE PEDRO

Este trecho é muito importante na história da Igreja, pois mostra a instituição de Pedro como chefe dos apóstolos e da Igreja. Aqui, Jesus inicia a comunidade celeste, que deve começar já na terra por uma sociedade organizada, a Igreja, instituindo o seu chefe. O nome dado a Simão, “Pedro”, tanto em aramaico (Kefa, rocha) como em grego (Petros) nunca tinha sido antes usado como nome de pessoa. O nome Pedro-Rocha, mostra o seu papel primordial na fundação da Igreja.

Pedro é designado chefe da Igreja e dos Apóstolos. A Igreja tem a missão de resgatar as pessoas do caminho do mal, para que, fechando para elas as portas do inferno, abra-lhes, por meio do poder conferido a Pedro, apóstolos e seus sucessores (o papa, bispos, clero), as portas do céu.

Embora Jesus tivesse instituído a Igreja, quem a organizou foram os apóstolos e seus discípulos, sempre unidos ao papa, “descendente” de S. Pedro. Os bispos são considerados “descendentes” dos demais apóstolos.

A Igreja é divina, mas sua organização prática é humana. O Espírito Santo a dirige, corrigindo, às vezes, sua trajetória pra que não saia do caminho desejado por Deus.

Aliás, mesmo as nossas ações são assim: a música foi composta por Deus, mas o instrumento é tocado por nós. Quando a desafinação é tanta que está sendo ameaçada a melodia original, Deus a corrige, se o deixarmos. Se não o deixarmos fazer isso, e continuarmos a tocar sem ouvi-lo, acabamos tocando uma outra música, que não tem nada a ver com o que Deus pediu que tocássemos.

É a mesma coisa que um rabecão querer tocar uma música composta apenas para flauta. Não vai dar certo.

Em outras palavras: fazemos a vontade de Deus dentro de nossa vocação e capacidades. Se pedirmos a Ele, seremos orientados e conduzidos no caminho do amor e da fidelidade às suas palavras.


Quanto à pergunta inicial feita por Jesus, “Quem dizem vocês que eu sou?”, na verdade ele quer perguntar a cada um de nós: “ A fé que você tem em mim causou alguma mudança para melhor em sua vida? Que influência eu exerço sobre você? O que você mudou para atender aos meus pedidos e ao meus ensinamentos?”








LER AS LEITURAS NO SITE:


21/02-SÃO PEDRO DAMIÃO-+1072
 Marcos 9,33-37: QUEM É O MAIOR
 Quem quiser ser cristão autêntico deve renunciar aos privilégios. Sua grandeza e seu privilégio deve ser o de servir aos irmãos sem pretensões de estar nos primeiros lugares ou de ser aplaudido. Basta que Deus veja e saiba o que fizemos ou deixamos de fazer. Lembremo-nos de que seus dons e as graças. Ele nos dá gratuitamente, independentemente do que fizermos. É incrível o que as pessoas fazem para aparecerem, para estarem nos primeiros lugares!
 Os discípulos não tinham ainda entendido que Jesus não ia tomar o lugar de Herodes ou do imperador.
 As crianças, no trecho, representam os que sempre precisam de nosso auxílio, como os marginalizados, os pobres, os que não têm dificuldade de aprendizado, os que têm problemas mentais, os desempregados, enfim, os que estão impedidos, de uma forma ou de outra, de exercerem sua cidadania e sua liberdade.
 Tiago 1,1-11: A tentação não vem de Deus, mas Ele a permite para estimular a nossa fé e nos conduzi à santidade. Se Tivermos dificuldade de discernir o que fazer, peçamos a Deus a sabedoria, que ele nô-la dará! A provação é como o cadinho, que separa o ouro das impurezas que lhe estão agregadas.
 Apocalipse 2,10: “O diabo vai lançar alguns de vós na prisão para tentar-vos e tereis dez dias de provação. Sede fiéis até à morte e eu vos darei a coroa da vida!”
 Entretanto, “é preciso que a perseverança produza uma obra perfeita, a fim de que sejais íntegros e perfeitos, sem nenhuma deficiência” (v.4). Em qualquer tentação ou provação recorra a Deus, por meio de Maria. Ela é a mãe querida que nos livra dos “apuros”. 



LEITURA DO DIA
20/02-STO. ELEUTÉRIO +532


Marcos 9,14-29 : O EPILÉTICO ENDEMONIADO
A fé é imprescindível para se obter a cura ou qualquer outra graça. Às vezes pedimos sem a mínima confiança no poder de Deus. Outras vezes, a pessoa pede em vários lugares diferentes e até contrários em doutrina: na Igreja Católica, no benzedor, na umbanda, no Centro Espírita, ou usa orações “mágicas”. Isso é errado! Enquanto estivermos duvidando ou buscando várias coisas diferentes, não obteremos graça alguma. Se pedirmos com fé, sem vacilar, sem usar orações mágicas (não existem orações poderosas. O que faz uma oração poderosa é a intensidade de nossa fé), Deus vai nos ouvir, nem sempre nos dando aquela graça pedida, mas vai nos ouvir e nos conduzir.

Muitas vezes, portanto, pedimos com a devida fé, mas Deus sabe que aquilo que pedimos não nos convém naquele momento. Nós vemos o tempo presente, mas Deus nos vê com o propósito de irmos para junto dele, no céu, após a nossa morte. Sábio como Ele é, não vai nos conceder nada que possa nos afastar desse glorioso objetivo. Para outras explicações sobre a possessão diabólica, por favor, veja os versículos 21 a 27.

COMENTÁRIO DO SITE LITURGIA DIÁRIA

20 de Fevereiro de 2017
Cor: Verde
Reflexão - Mc 9, 14-29
Todos nós queremos dar soluções rápidas para todos os problemas e, por isso, podemos ser surpreendidos porque não conseguimos revolvê-los de forma satisfatória ou eles voltam a acontecer. Isso acontece principalmente porque não paramos para refletir sobre o problema e não buscamos todos os meios necessários para a sua superação. Jesus, antes de realizar o exorcismo, conversou com o pai da criança e exigiu dele uma postura de fé. Depois, chamou a atenção dos discípulos sobre a necessidade da oração. Devemos conhecer profundamente os desafios que nos são colocados no trabalho evangelizador e nos preparar em todos os sentidos para a sua superação.

JACINTA, FRANCISCO E LÚCIA



Fátima - Portugal (Terça-feira, 21-02-2017, Gaudium Press) A Igreja celebra em 20 de fevereiro a festa litúrgica dos beatos Francisco e Jacinta Marto, dois dos três pastorinhos videntes de Nossa Senhora, em 1917. A data coincide com a morte da Beata Jacinta Marto, a primeira delas a morrer.


Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 





Neste ano de 2017 a festa reveste-se de um significado especial, pois, o mundo católico celebra o Primeiro Centenário das Aparições de Fátima. No Santuário de Fátima as comemorações a propósito deste fato se desenrolam lembrando sempre a figura dos protagonistas das aparições e a recordação dos ensinamentos que a Virgem trouxe para o mundo.



O bispo de Leiria-Fátima, comentando esta festividade, disse destacou esta festa litúrgica como sendo "ponto alto da celebração do Centenário das Aparições", por ser um convite a "descobrir a beleza da santidade destas crianças".



Duas Estrela que brilham



Para a celebração da liturgia da festa dos dois pequenos beatos, no local mesmo das aparições, quem presidiu a Santa Missa na Basílica da Santíssima Trindade foi Dom Antônio Marto, Bispo de Leiria-Fátima.



Em sua homilia ele destacou a importância e atualidade do insigne acontecimento de 2017 e apontou Francisco e Jacinta como sendo "estrelas" que refulgem na "noite" da sociedade atual.



Francisco e Jacinta são como "duas pequenas estrelas que brilham no céu de Portugal e do mundo, para iluminar nesta noite que o mundo atravessa, de dúvida e incerteza, no presente e no futuro", afirmou Dom Antônio.



"A santidade simpática dos pequenos videntes --afirmou o bispo de Fátima-- é uma aprendizagem, porque as crianças também ensinam os adultos na sua simplicidade infantil".



Francisco e Jacinta



O bispo de Leiria-Fátima destacou em suas palavras da homilia que os pastorinhos são "apresentados como modelo de santidade contemporâneo no nosso quotidiano", porque é possível "contemplar a beleza de Deus envolvidos na beleza das suas vidas".



"O Francisco é um menino que se deixa habitar pela presença inefável de Deus, e sentiu o apelo à oração e à contemplação de Deus", descreveu o prelado.



"À pequena Jacinta sobressai o espírito de compaixão pelos que sofrem, e o desejo de se fazer como nosso Senhor, na sua compaixão pela humanidade", descreveu Dom Antônio.



Crianças



Vindos de vários lugares, centenas de crianças estavam no Santuário no dia festa dos dois pastorinhos. Elas tiveram uma programação especial para este dia. No final da celebração, D. António Marto as convidou para irem até ao altar. Ele pediu para elas a interseção dos dois pequenos Beatos e deu-lhes a sua Bênção. (JSG)



Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.


J


acinta de Jesus Marto (Aljustrel, Fátima11 de Março de 1910 — Lisboa20 de Fevereiro de 1920)[1][2] foi uma dos três pastorinhos que afirmou ter visto Nossa Senhora na Cova da Iria, entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917.





Índice [esconder] 







Filha mais nova de Manuel Pedro Marto e de sua mulher Olímpia de Jesus dos Santos, Jacinta era uma criança típica do Portugalrural da época. Como de início não frequentava a escola, Jacinta trabalhava como pastora em conjunto com o seu irmão Francisco Marto e a sua prima Lúcia dos Santos. Mais tarde, logo após as aparições na Cova da Iria e segundo as mensagens recebidas, por recomendação de Nossa Senhora entrou na escola primária. De acordo com as memórias da Irmã Lúcia, Jacinta era uma criança afectiva e muito afável e emocionalmente frágil.




Lúcia dos Santos (aos dez anos de idade, no meio) e seus dois primos: Francisco Marto (de nove anos) e Jacinta Marto (de sete anos) segurando seus rosários.

Na sequência das aparições, os dois irmãos foram influenciados porque terão visto o inferno, durante a terceira aparição (em Julho de 1917). Deslumbrada com a triste sorte dos pecadores, na sua simplicidade, decide responder ao apelo da Virgem Maria e fazer penitência e sacrifício pela conversão dos pecadores.



As três crianças, mas particularmente Jacinta, praticavam mortificações e penitências. É possível que prolongados jejuns a tenham enfraquecido ao ponto de ter sucumbido à epidemia gerada pela pneumónica que varreu a Europa em 1918, em consequência da Primeira Guerra Mundial. Jacinta, que sofria de pleurisia e não podia ser anestesiada devido à má condição do seu coração, foi assistida em vários hospitais, esteve acolhida temporariamente no Orfanato de Nossa Senhora dos Milagres, na Rua da Estrela n.º 17, em Lisboa (atual Mosteiro do Imaculado Coração de Maria, junto ao Jardim da Estrela), o qual foi fundado e dirigido pela Madre Maria da Purificação Godinho, acabando por falecer a 20 de fevereiro de 1920, no Hospital de Dona Estefânia da mesma cidade.[3]



Jacinta Marto foi beatificada, juntamente com o seu irmão Francisco, pelo Papa João Paulo II a 13 de Maio de 2000; é a cristã mais nova não-mártir a ser beatificada. O seu dia festivo é 20 de fevereiro; no dia 11 de março de 2010 celebrou-se o Centenário do nascimento da Beata Jacinta Marto, com a audiência do Papa Bento XVI.
As aparições particulares a Jacinta[editar | editar código-fonte]



De acordo com As Memórias da Irmã Lúcia, Jacinta Marto, posteriormente às aparições de Fátima, terá recebido ainda algumas aparições particulares de Nossa Senhora. Dessas aparições marianas particulares, a Irmã Lúcia destacou as seguintes:



Jacinta vê o Santo Padre - Lúcia assim relata na sua Terceira Memória: "Um dia, fomos passar as horas da sesta para junto do poço de meus pais. A Jacinta sentou-se nas lajes do poço; o Francisco, comigo, foi procurar o mel silvestre nas silvas dum silvado duma ribanceira que aí havia. Passado um pouco de tempo, a Jacinta chama por mim: – Não viste o Santo Padre? – Não! – Não sei como foi! Eu vi o Santo Padre em uma casa muito grande, de joelhos, diante de uma mesa, com as mãos na cara, a chorar. Fora da casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre! 

Temos que pedir muito por Ele. Em outra ocasião, fomos para a Lapa do Cabeço. Chegados aí, prostramo-nos por terra, a rezar as orações do Anjo. Passado algum tempo, a Jacinta ergue-se e chama por mim: – Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer? E o Santo Padre em uma Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com Ele?

Visões da guerra - "Um dia fui a sua casa, para estar um pouco com ela. Encontrei-a sentada na cama, muito pensativa. – Jacinta, que estás a pensar? – Na guerra que há-de vir. Há-de morrer tanta gente! E vai quase toda para o inferno! Hão-de ser arrasadas muitas casas e mortos muitos Padres (tratava-se da Segunda Guerra Mundial). Olha: eu vou para o Céu. E tu, quando vires, de noite, essa luz que aquela Senhora disse que vem antes, foge para lá também! – Não vês que para o Céu não se pode fugir? – É verdade! Não podes. Mas não tenhas medo! Eu, no Céu, hei-de pedir muito por ti, por o Santo Padre, por Portugal, para que a guerra não venha para cá, e por todos os Sacerdotes.



Visitas de Nossa Senhora - A 23 de Dezembro de 1918, Francisco e Jacinta adoeceram ao mesmo tempo. Indo visitá-los, Lúcia encontrou Jacinta no auge da alegria. Na sua Primeira Memória, Lúcia conta: "Um dia mandou-me chamar: que fosse junto dela depressa. Lá fui, correndo. – Nossa Senhora veio-nos ver e diz que vem buscar o Francisco muito breve para o Céu. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-Lhe que sim. Disse-me que ia para um hospital, que lá sofreria muito; que sofresse pela conversão dos pecadores, em reparação dos pecados contra o Imaculado Coração de Maria e por amor de Jesus. Perguntei se tu ias comigo. Disse que não. Isto é o que me custa mais. Disse que ia minha mãe levar-me e, depois, fico lá sozinha! Em fins de Dezembro de 1919, de novo a Santíssima Virgem se dignou visitar a Jacinta, para lhe anunciar novas cruzes e sacrifícios. Deu-me a notícia e dizia-me: – Disse-me que vou para Lisboa, para outro hospital; que não te torno a ver, nem os meus pais; que, depois de sofrer muito, morro sozinha, mas que não tenha medo; que me vai lá Ela buscar para o Céu. Durante a sua permanência de 18 dias no hospital em Lisboa, Jacinta foi favorecida com novas visitas de Nossa Senhora, que lhe anunciou o dia e a hora em que haveria de morrer. Quatro dias antes de a levar para o Céu, a Santíssima Virgem tirou-lhe todas as dores. Nas vésperas da sua morte, alguém lhe perguntou se queria ver a mãe, ao que ela respondeu: - A minha família durará pouco tempo e em breve se encontrarão no Céu… Nossa Senhora aparecerá outra vez, mas não a mim, porque com certeza morro, como Ela me disse".[4]

Eventos históricos[editar | editar código-fonte]



Os três pastorinhos de FátimaLúciaFrancisco e Jacinta.

Apresenta-se a seguir uma cronologia de alguns eventos históricos relacionados com a vida de Jacinta Marto:


11 de Março de 1910 - Nasce em AljustrelFátima.

1916 - Lúcia, Francisco e Jacinta têm as primeiras aparições: afirmam ver o Anjo de Portugal.

1917 - De Maio a Outubro, os três pastorinhos afirmam ver Nossa Senhora na Cova da Iria.

23 de Dezembro de 1918 - Jacinta e Francisco adoecem, vítimas de pneumônica.

21 de Janeiro de 1920 - É levada para Lisboa, onde fica internada no Orfanato de Nossa Senhora dos Milagres, na Rua da Estrela, n.º 17, atual Mosteiro do Imaculado Coração de Maria. No dia 2 de Fevereiro de 1920 é levada para o Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa.

20 de Fevereiro de 1920 - Morre no Hospital de Dona Estefânia. É sepultada no cemitério de Vila Nova de Ourém, no jazigo da família do Barão de Alvaiázere.

12 de Setembro de 1935 - Os seus restos mortais são trasladados para o cemitério de Fátima, data em que a urna foi aberta e revelado o seu corpo incorrupto.

1 de Maio de 1951 - Os seus restos mortais são trasladados para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima, onde é sepultada.

13 de Maio de 1989 - O Papa João Paulo II publica o decreto que proclama a heroicidade das virtudes dos videntes Francisco e Jacinta Marto.

13 de Maio de 2000 - Beatificação em Fátima dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto pelo Papa João Paulo II.

11 de Março de 2010 - Celebração do centenário do seu nascimento com a audiência do Papa Bento XVI.


12 e 13 de Maio de 2010 - O Papa Bento XVI visita o Santuário de Fátima no 10.º aniversário da beatificação dos pastorinhos Jacinta e Francisco.[5][6]


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

CASTIDADE OU SANTIDADE?


 Estou lendo um livro de uma teóloga alemã, UTA RANKE-HEINEMANN, prefaciado por Leonardo Boff, que vai plenamente contra o celibato na Igreja, e contra uma série de atitudes que a Igreja toma em relação à castidade, sexo, contracepção etc. Nega várias atitudes morais baseadas na bíblia, alegando “falsa interpretação”. O nome do livro é sugestivo: “Eunucos pelo Reino de Deus”, editora Rosa dos Tempos. A autora, doutora em teologia e professora numa universidade alemã, perdeu o cargo após a sua publicação.
Por estranho que pareça, o livro me fez amar mais a minha vida celibatária e a castidade. Depois de matutar muito sobre o assunto, baseado não tanto nos livros, mas na minha experiência, percebi que o que interessa não é tanto ser ou não ser celibatário ou casado (a), manter ou não uma virgindade perpétua, mas sim, ser santo, livre de pecado, seja ele qual for.
Li em algum lugar que as cinco virgens imprudentes não entraram no “céu”, apesar de serem virgens!
Qual é a diferença entre viver buscando a santidade, estar lutando contra o pecado e viver no pecado, seja ele sexual, ou causado pela mentira, as brigas, a desonestidade, as fraudes, a vaidade, o orgulho, a violência, a falta de caridade, o egoísmo, o ódio, o isolamento?
Enumerei várias coisas:
1-        A busca da santidade nos deixa leves, fáceis de sermos conduzidos pelo Senhor.
2-        Deixa-nos uma paz incrível, inexplicável, que produz uma alegria intensa e interior;
3-        A oração, o colóquio com Deus, torna-se mais fácil;
4-               Impele-nos a amar as pessoas, sobretudo as necessitadas (sejam elas ricas ou pobres, pois um rico doente e/ou abandonado é uma pessoa necessitada de nossa presença). Amor sem distinções e sem interesse, devido à busca da santidade naquele relacionamento. A castidade não pode nos deixar isolados. Dizia um meu colega de seminário, o atual Pe. Everaldo: “Ao darmos um nó simbólico “naquilo”, pelo voto de castidade, não podemos dar também um nó no coração!” (1972).
5-               Buscar a santidade não é deixar de sentir atração sexual, nem deixar de sentir os movimentos no corpo, causados pelos hormônios, mas integrar esses movimentos e impulsos internos à vida diária. Lembrar-se, também, de que há outros impulsos que nos levam ao pecado, mas igualmente não são pecados em si, como os que levam ao alcoolismo, à violência, ao isolamento, ao egoísmo, ao auto fechamento, à busca do prazer pelo prazer, do dinheiro, do luxo etc.
Esses impulsos só se tornam pecados se forem consentidos e alimentados por nossa concupiscência.
Santa Catarina de Sena compara esses impulsos com cães amarrados que latem, mas não mordem (sinal de que sentia muito esse tipo de coisa). Se não lhe dermos confiança (dizia ela), se enfraquecem.
6-        Uma senhora de 80 anos, doente e de cama, perguntou-me, numa de minhas visitas: “Padre, quando é que essas coisas vão sair do pensamento da gente”? Eu lhe respondi: “Apenas três horas após a nossa morte!”. Ela morreu com 82, ou seja, teve mais dois anos de luta.
Quanto ao sexo, o Pe. Eugène Charbeauneau diz, num de seus livros “Solteiros e casados autoanalisados”, que nós teremos o desejo de cópula até a nossa morte.
O próprio Jesus teve alguma sensação do prazer sexual, pois sendo 100% homem, tinha as poluções noturnas normalmente, como todos os homens até a idade de uns 68 anos (alguns até mais). E foi castíssimo! Nunca pecou!
7-        A santidade é impossível sem a humildade e sem o autoconhecimento. Conhecer-se e humildemente aceitar-se como se é, para evitar as ocasiões de pecar e fugir do pecado. Cada um deve conhecer seus limites e suas tendências. Aqui entra o famoso “Orai e Vigiai”, tão insistido por Jesus e pelos Apóstolos.
8-        A luta em busca da santidade, seja vivendo o celibato ou a fidelidade conjugal, é uma luta contínua. Gandhi combinou com a esposa de viverem castos, e conseguiram. Mas ele dava até receita de alimentos que não causavam muito hormônio! Um amigo meu dizia que seria capaz de viver com sete esposas, mas se contentava com a dele e a respeitava. E eu acredito nele.
São Francisco de Salles era especialista em “receitar” atitudes que podem ajudar a vencer as tentações do dia-a-dia, como no livro “Filotéia” (você o encontra na internet, se o desejar). Ele orienta de modo especial tanto os celibatários como os não celibatários.
9-        A santidade é um dom de Deus, mas requer nossos cuidados e nossa luta. Devo fazer a minha parte, para que Deus faça a dele.
10-   Os solteiros e casados que desejam buscar a santidade, procurem conhecer os “Eremitas de Jesus Misericordioso”, que não é um grupo, nem congregação, sem coisa parecida, mas consiste num blog e um site (Nada te perturbe) que mostram algumas regras e orientações para os e as que desejam buscar a santidade em suas vidas do dia a dia.
Concluo exortando a todos e a todas a nunca desanimarem da luta, mesmo se caírem, seja em algum pecado sexual, seja não sexual. “Levante, sacuda a poeira e dê a volta por cima”. Nunca desanimar, nunca desistir.
Quanto ao celibato obrigatório para os padres, acho que está na hora de liberar a ordenação sacerdotal para os casados. É um absurdo “amordaçar” o Espírito Santo, sujeitando-o a só dar vocação aos que querem ser solteiros. Sei que o papa Francisco vai rever isso e logo teremos padres casados em abundância, como escrevi no meu artigo “Hecatombe”.
Quanto a mim, amo a vida que levo e me alegro muito de ter escolhido a vocação sacerdotal e agora a de eremita urbano, embora eu tenha sido muito oprimido e caluniado por pessoas maldosas que tentaram me fazer sucumbir. Eu já as perdoei, mas como leio em Efésios 20,3, “Deus é poderoso para realizar em nós, em tudo, muito além, infinitamente além do que pedimos ou peçamos”.
Nunca duvide do amor de Deus por você! Seja qual for sua situação de vida, ele “recolheu em seu odre “ todas as lágrimas que você derramou (Salmo 56,9). Todas! Nem uma só gota foi desperdiçada!

E o último conselho, baseado na minha experiência: não exagere em nada! Pare de procurar chifre na cabeça de cavalo! Nem tudo é pecado! Aprenda a distinguir o verdadeiro do falso nesse assunto. No campo da castidade, por exemplo, muitos lutam tanto para serem castos que deixam de lado a caridade, que é a virtude principal, pela qual vamos ser julgados (confira em Mateus 25,31-46). As virgens imprudentes, embora continuassem virgens, não entraram na festa nupcial (=no céu). 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

SÃO JOÃO APÓSTOLO

GENTILMENTE CEDIDO PELO SITE
CRUZ TERRA SANTA (o texto)

casa onde S. João morou com N.Senhora em Éfeso.Cedida pelo site
https://yosheh.blogspot.com.br/
HISTÓRIA DE SÃO JOÃO EVANGELISTA

São João Evangelista é o Apóstolo João. Ele é um dos doze discípulos de Jesus. João é chamado “Evangelista” porque escreveu oQuarto Evangelho. Além disso, ele escreveu três epístolas e o livro do Apocalipse. Entre os 12 discípulos de Jesus, João era o mais novo. Quando foi chamado por Jesus, deveria ter por volta de vinte anos de idade.
João era solteiro quando foi chamado por Jesus. Na época, vivia com seus pais, Zebedeu e Maria Salomé, em Cafarnaum e Betsaida. Sua profissão era pescador. Trabalhava junto com seu pai e seu irmão Tiago, também discípulo de Jesus e, mais tarde, chamado de Tiago Maior. Provavelmente era sócio de André e Pedro na pesca.
Discípulo de João Batista
Desde cedo, João mostra uma busca de fé em sua vida. Antes de ser discípulo de Jesus, João Evangelista foi discípulo de São João Batista, juntamente com André, irmão de Pedro. Do Batista, eles receberam o batismo de arrependimento e a indicação a respeito de Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo”(João 1, 35-37). A partir desse momento, João Evangelista e André passaram a seguir Jesus.
Relação de São João Evangelista com JESUS
O Evangelho chama João de “Discípulo que Jesus amava”. Ele tinha um enorme afeto pelo Senhor e vice-versa. Jesus o chamava de Filho do Trovão por causa de algumas reações intempestivas do jovem, como querer mandar fogo do céu sobre aqueles que rejeitaram Jesus.Mas Jesus o repreendeu e ensinou.Mais tarde, João foi chamado de o “Discípulo Amado”. Numa famosa passagem dos Evangelhos, João,seu irmão, Tiago e a mãe deles, pedem para ficarem ao lado de Jesus em sua glória. Jesus, porém, os repreendeu e deu uma grande lição de humildade.
Coragem
São João foi o discípulo que acompanhou Jesus quando o Mestre foi preso no Monte das Oliveiras e levado até à casa de Caifás.Além disso, João acompanhou Jesus até o momento derradeiro junto à cruz. Aliás, foi neste momento junto à cruz que Jesus entregou a João a guarda de sua mãe, Maria.
Ministério
No começo da Igreja, João esteve sempre ligado a Pedro. Ele foi uma das principais colunas da comunidade cristã de Jerusalém, onde São Tiago era o líder. Após o martírio de Tiago, São João foi para a Ásia Menor. Lá, ele dirigiu a pujante comunidade cristã de Éfeso. Esta comunidade tinha sido fundada pelo apóstolo São Paulo alguns anos antes.
São João e Nossa Senhora
Obedecendo ao pedido de Jesus, São João acolheu Maria e sempre a levou consigo. Os dois moraram em Éfeso durante muitos anos e ali foram os grandes líderes da comunidade. Tanto que a casa de Nossa Senhora em Éfeso transformou-se num local de peregrinação. Ali viveram esses dois grandes pilares da Igreja. Ate hoje a Casa de Nossa Senhora em Éfeso é local de peregrinação.
Perseguição
Por várias vezes São João foi preso. Ele foi perseguido pelo poder romano, sofreu torturas violentas, mas não renegou a fé em Jesus Cristo. Por fim, ele foi exilado, tendo sido enviado para a Ilha de Patmos, que fica no leste do Mar Egeu. Nesta ilha ele permaneceu até a morte do imperador Domiciano.
Escritos
As obras escritas de São João Evangelista revelam sua extraordinária personalidade. Ele se revela introspectivo nos seus escritos e como discípulo, falava pouco. Quando esteve no exílio em Patmos, São João escreveu o Livro do Apocalipse, palavra grega que quer dizer Revelação. Este é o último livro da Bíblia. São João dirigiu seu discípulo e colaborador, chamado Natan, no maravilhoso trabalho da redação do livro que se chamou “Evangelho Segundo São João”. Isso aconteceu na cidade de Éfeso, por volta do ano 90 D.C.. São João escreveu ainda 3 epístolas dirigidas aos cristãos das comunidades que ele coordenava. Mas seus escritos são para toda a Igreja, de todos os tempos. Por isso, eles fazem parte do Novo Testamento. Tanto o Evangelho quanto.
São João Evangelista, primeiro devoto do Coração de Jesus
João era chamado de “o Discípulo Amado”. Uma grande prova de afeição de Nosso Senhor Jesus Cristo pelo jovem João aconteceu durante a Última Ceia. João estava à direita do Mestre, recostado no peito de Jesus, no Coração de Jesus. Santo Agostinho afirma: “nesse momento, estando João tão próximo da fonte de luz, ele absorveu dela os mais altos segredos e mistérios que depois derramaria sobre a Igreja”.
Morte de São João Evangelista
Pelos escritos de São João, vê-se que ele se tornou um grande teólogo, um pastor cuidadoso e cheio de amor. São João faleceu de morte natural, no ano 103 d.C., na cidade de Éfeso. Polícrates de Éfeso, bispo, afirmou no ano 190 que o Apóstolo "dormiu" (faleceu). A festa de São João Evangelista é celebrada no dia 27 de dezembro.

VEJA TAMBÉM NO SITE CRUZ TERRA SANTA:
 SÃO JOÃO EVANGELISTA